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sexta-feira, 16 de março de 2012

Desta vez escrevi, se prepare!

HEEELLO PEOPLE!!!!!

Depois de longa espera, depois de uma semana corrida e uma luta contra os transportes públicos, acabou-se mais uma semana!!!
Aquela que escreve e se ausentou no blog, esta semana, VOLTOU!
Eeeeeee vamos ao trabalho, kkkk
Mesmo estando um tanto atrasada, neste poste colocarei o resto do resumo de "A construção do eu na modernidade." [Mesmas regras e esquema da primeira parte].
Senta que lá vem história.
Era uma vez...

*A história da Loucura*
-Século XVII que surgiu a relação medo versus loucura, pois antes existiam pessoas com alucinações [huhu, claro que sim] ou descontroladamente violentas, porém a forma de se compreender o que se passava com elas era diferente, já que não havia o medo que "temos" hoje do louco, a ideia de que isso fosse uma doença, e sobretudo, não existia a ideia de que ele devesse ser afastado do convívio social e isolado em um hospício.
(*)O principal é observar: no mundo medieval, a garantia sobre a ordem do mundo e toda suas certezas era dada por algo externo ao próprio homem, ou seja, Deus. Se um homem perdia a razão, via coisas que ninguém mais via ou pensava o que ninguém o fazia, isso era um problema dele que não afetava aos demais. Ele deveria estar tomado pelo demônio [Ou chuta que é macumba], as pessoas podiam até ter medo de serem tomadas também, mas a loucura não ameaçava a crença em Deus, e, assim, as verdades aceitas.
PORTANTO, na mudança que vimos no livro--> "A única garantia e ponto de referência do homem é a sua crença em um 'eu pensante' objetivo e consciente e a partir daí, qualquer coisa que pudesse por em questão a lucidez e a estabilidade do eu, seria tomada como altamente ameaçadora.
*O "louco" perdeu a alma [Razão].

*Citando Hobbes --> "Em 'Do cidadão' é um perfil do que seria o homem fora da sociedade em um estado de natureza, ou seja, na ausência de um poder constituído ou de compromissos entre os homens que determinassem o que pertence a quem, todo o homem teria o direito de fazer e ter tudo o que quisesse, pois a natureza 'deu a cada um o direito a tudo' [Viu, Mamãe?!] [Tá, parei, Mãe...].
-Sendo assim o homem procura o que é Bom para ele, evitando o que é Mau. [Não é brincadeira, mas quem tem medo do lobo mal?]
(*)Agora a busca do bem é para Si, onde em Hobbes o homem é visto como Egoísta, movido pela busca do Prazer e pela Fuga dos perigos da Morte.
--> Duas máximas da Natureza Humana:
1- Provém de si uma parte que deseja apropriar-se do uso daquelas coisas nas quais todos os outros tem comum interesse. [É meu, é meu!!!]
2- Procedendo da parte racional, que ensina todo homem a fugir de uma dissolução antinatural.
*O homem teria uma eterna inclinação para ampliar o seu poder [auto- defesa x vanglória]
*Daí vem o Contrato: É preciso que os homens renunciem ou transfiram seu direito a todas as coisas para que chegue na paz em uma guerra de todos contra todos por vanglória.
*"O homem, portanto, não é um ser social, mas convive socialmente para tirar proveito." [Sei de nada não.]
*"O Estado contém as vontades como as margens de um rio contém suas águas, evitando que elas se dispersem."

*Moralistas= Com o auto- controle vai deixando de ser da Igreja, a própria sociedade que cria normas e mecanismos de vigia sobre seu cumprimento, onde esses moralistas entram com a observação do comportamento humano e se relacionam com os manuais de boas maneiras [Santo Inácio].
-->Autores que nessas observação acurada sobre os costumes e motivos humanos:
1- La Fontaine [Com suas fábulas e morais da história no final] [Há uma determinada concepção de certo e errado que ele procura impor].
2- La Rochefoucauld ["O principal motor da vida humana é sua vaidade, ou seja, o amor ao próprio eu.] ["O eu não seria neutro, mas sempre interessante e desejado."]

*"O eu, entendido como totalidade, passa a ser visto como uma exterioridade. O que fora excluído, emerge como mundo íntimo."
(*)Século XVII- O eu pode acreditar-se como sendo a totalidade da experiência humana; tudo que não se identificasse a ele seria tomado como loucura. Não era admissível a referência a algo que habitasse um espaço fora do eu. [Público] [Deus onipresente e onisciente deixou de dominar a experiência do homem ocidente.]co
(*)Século XVIII- Em várias fontes nos é sugerido que este espaço excluído ao eu passou a ser gradativamente iluminado. O eu deixará de ser tomado como totalidade e, cada vez mais, tomará o aspecto de uma apresentação social, auto- imagem cultivada e civilizada que encobre, no entanto, algo mais que habita e constitui as pessoas e que elas procuram manter em segredo. [Espaço de privacidade que abarcará todo um universo de desejos e pensamentos anti- sociais, que devem ser ocultos pela etiqueta e pelas boas maneiras.] [Roupas da corte altamente rebuscadas.]

(*)Sade: "Ah, não duvide disse Eugénie, estas palavras de vício e virtude nos dão ideias puramente locais. Não há nenhuma ação, por mais singular que você possa supô-la, que seja verdadeiramente criminosa, nenhuma que se possa realmente chamar virtuosa. Tudo está em razão de nossos costumes e do clima que habitamos, o que é crime aqui frequentemente é virtude a uma cem léguas de distância, e as virtudes de um outro hemisfério poderiam bem ser crimes para nós." [óia só]
*Assim, para Sade, não existe um juiz transcendente que sustenta uma conduta necessária. Se a virtude se apoia na religião, ela não se apoia em nada, desde que ele sustenta que Deus não existe. A única instância a que se pode apelar é a natureza, à qual o homem pertence, como qualquer outro animal, e a quem mesmo a morte não importa, pois esta não passa de uma transmutação que não cessa de se operar.
*A felicidade se busca "nos caprichos da imaginação", contra os quais nenhum limite possui legitimidade para impor-se, onde ele realiza uma separação clara entre fantasia [que tomaremos como sinônimo de imaginação] e o objeto em que ela se realiza.
(*)"É na fantasia que a particularidade dos apetites se apresenta, ela é a 'natureza' de cada um. É a Fantasia tornada Ato que produz o Gozo." [Uiii]
*"Se saíssemos por aí mostrando nossos desejos pelo mundo, seríamos presos ou mortos, por isso a pregação da hipocrisia social: quando em público devemos jogar o jogo social, porém retirados à vida privada, não haveria qualquer motivo para que abríssemos mão de qualquer um de nossos desejos."

(*)O Romantismo nasce como um movimento de crítica à Modernidade, ou ao menos como uma crítica ao Iluminismo, com seu exacerbado racionalismo. [weeeee] [O eu é invadido por aquilo que procurava excluir]
*A figura de um eu profundo, interior, puro, aquém da corrupção da influência do meio; a crença ainda em uma individualidade absoluta, irredutível a qualquer explicação e controle acaba por se mostrar um modo a mais de afirmar um sujeito como fundamento.
--> Descartes= Havia debruçado sua razão sobre os objetos do mundo e chegou à conclusão de que todos eram incertos, restando como único ponto fixo e absoluto o próprio eu, enquanto ser pensante.
--> Kant= O próprio pensamento será tomado como objeto de investigação [A razão pensa sobre si própria], trata-se de investigar as possibilidades, os limites da razão, impostos por sua própria constituição.
(*)Crítica da Razão Pura [Chega à conclusão de que o pensar é organizado por categorias, estruturas que organizam tudo o que nos chega do mundo] [Causa e efeito].
*A área da razão deverá manter-se no limite dos fenômenos, àquilo que temos uma apreensão direta. Sua tarefa já será mais humilde, ao invés de chegar à verdade absoluta, ela deve produzir hipóteses, modelos teóricos através dos quais seja possível organizar e dar sentido aos fenômenos.
[Uma teoria provisória que a qualquer momento pode ser superada por outra que a abarque e dê conta de mais fenômenos; sendo mais infinita não a qualquer perspectiva de que se chegue a uma teoria que coincida com o mundo.]


E é isso gente, desta vez me superei! Nossa.... cansei de digitar, akakka...
Abraços e se cuidem!
Qualquer coisa, só comentar. =D

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