Muito Boa Noite!!!
Como estão? Ansiosos com a aula de PCP e o trabalho de campo? Confesso que estou bastante para ver como ele irá se desenrolar... enfim, BOA SORTE à todos!
Hoje o assunto é sério, de grande importância, vida ou morte... kkkk, mentira.
De agora em diante, neste poste, tentarei colocar alguns pontos, que em MINHA opinião, são os mais relevantes no livro: A construção do eu na modernidade, que será comentado amanhã na aula de História de Psicologia. Não será um resumo com minhas palavras, para não criar tanta subjetividade [só eu notei, ou esta semana ouvi muito essa palavra?], embora também não esteja 100% ausente dela. Mas sim, terão parágrafos meramente descritos e um jogo de esquemas... vocês verão.
Um outro ponto que quero destacar é que no capítulo 7- O discurso do Método, há uma breve, porém importante, explicação sobre Descartes [aquele mencionado na aula de HPF: "Penso, logo existo."]. Achei melhor para todos não resumir com as minhas palavras e deixar isso a cargo da professora, amanhã, pelo simples fato de eu poder entender de um jeito e não conseguir explicar da melhor maneira à vocês e fazer todos errarem... e aí a coisa fica séria, rs. Porém, se algum dia desses eu conseguir ter uma base boa, quem sabe eu faça um poste falando sobre ele.
Enfim, VAMOS AO QUE INTERESSA!!!
*O autor menciona Luis Claúdio Figueiredo, autor do livro "Psicologia. Uma introdução." que propõe--> houve duas pré- condições para o surgimento de um projeto de Psicologia como ciência.
1- Subjetividade Privada: Pessoas são indivíduos livres, independentes, portanto, dos outros e assim donos de seus destinos.
2- Essa ideia cria uma crise de identidade [existencial] e a procura de um profissional para sua estabilidade.
(*) Início da Modernidade para o Renascimento.
*Santo Agostinho, moderno para sua época [Idade Média].
"(...) há uma diferença crucial entre a forma de eu experimentar minha atividade, pensamento e sentimento, e a forma pela qual você ou qualquer outro o faz. É isso que me torna um ser que pode falar de si na primeira pessoa."
*Rigidez de um mundo concebido como hierarquizado por uma ordem superior, em tal universo, não faz sentido pensarmos que uma pessoa teria a liberdade de optar pelos rumos de sua vida. O homem não seria, assim, propriamente sujeito.
*Humanismo= educação destinada a preparar o homem para o exercício da liberdade.
*Possibilidade do conhecimento das leis naturais;
Se Deus intervisse a cada momento com milagres, seria impossível o projeto de conhecimento e previsão sobre os fenômenos naturais. Já a liberdade, fará com que ele tenha que passar a tentar descobrir os caminhos do bem, definir o que é certo e errado.--> Campo da Moral.
*Isso acarreta que a colocação do homem no mundo traz a ideia de que todas as coisas existem para sua contemplação e uso, chegando a se julgar quase como um Deus e relativamente acima do mundo, onde as coisas e mesmo o corpo humano serão tomados como objetos [fato].
*Com a multiplicidade que o Renascimento trouxe [lembre-se das feiras trazendo desde as comidas tão diferentes, tecidos, pessoas e animais e junto com tudo isso crenças e costumes novos] criou um espanto no homem ocidental que teve duas atitudes ao se defrontar com isso:
1-Consideraria a diferença um erro: "Se o outro pensa de forma diferente da minha, ele está errado; cabe, por isso, 'catequizá-lo', conduzi-lo à verdade".--> só lembrar da conquista da América*
2- Considerar uma auto- crítica: "Diante do confronto com a verdade do outro, acaba-se por colocar em dúvida a própria verdade, não para substituí-la, mas para tomá-la não mais como única, porém como uma possibilidade."
*Idade Média em relação ao pecado: Se a pessoa não era livre e apenar cumpria os planos de Deus, como responsabiliza-la?
Renascimento: Se Deus fez o home livre, ele pode ser julgado escolhendo um bom caminho ou o contrário, com as tentações do mundo, e assim ser punido.--> Portanto, como devo ser?
*Santo Inácio parte do renascentismo [reconhecendo a liberdade humana] e assim constata a perdição do homem e tenta mostrar o caminho "certo" com um manual de instruções: "Os exercícios Espirituais", onde a prática com o reencontro com a ordem levará o praticante à iluminação. [DORIMEE]
*"(...) o homem é livre para ser o que é e parece estar perdido; ele precisa e pode, portanto, dirigir sua livre vontade ao caminho correto para se encontrar."--> essa é, resumindo, a tentativa da igreja adaptar-se aos tempos.
*Erasmo de Rotterdam: O homem é tanto mais feliz quanto mais numerosas são as suas modalidades de loucura--> Desconstrução de todo um sistema de valores tomados como óbvios= confusão para com a tentativa de afirmação de qualquer ideia de verdade.
PS: há dois textos de William Shakespeare da obra Hamlet que pretendo transcrever, porém em outro poste, já que noto que este ficou maior do que imaginava de princípio [mil desculpas....]
*Diferenças entre:
Santo Inácio: A verdade é Deus e o caminho é a meditação.
Descartes: "Primeiro" a se associar o pensamento com a ciência, onde a verdade vem através do uso correto das leis matemáticas e geométricas. --> Excluí o corpo e seus impulsos, deixando o mundo racional, com causas e efeitos.
*Método de Descartes num momento da história em que todas as filosofias e meios de vida não eram uma referência confiável: Iniciar um processo de dúvida metódica, refletindo sobre cada coisa que há no mundo vendo se dava em uma verdade segura.
(*)Exemplificando: Àquilo que fosse falso, era falso; o incerto, também era falso. Somente o seguro poderia ser levado em conta.
Enfim.... por motivos pessoais não tive muito tempo para ler com paciência os capítulos 8 e 9, porém se ainda hoje eu conseguir, posto algo, mesmo sendo um tanto tarde.
Espero que esse pouco [mesmo parecendo grande, e é... não se compara ao livro] ajude-os.
Qualquer informação ou erro que vejam, só comentar, agradeço muitoooo isso!
Se cuidem e abraços!
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